Festival Voa Viola chega a Porto Alegre trazendo a diversidade brasileira em um único show

O Voa Viola – Festival Nacional de Viola, projeto de mapeamento da viola no Brasil, mostra a diversidade do instrumento em shows que percorrerão quatro capitais entre maio e junho: Cuiabá, Porto Alegre, Manaus e Rio de Janeiro. Na capital gaúcha os músicos selecionados pelo público se apresentam dia 23 de maio, às 21h, no Theatro São Pedro. Cida Moreira e Passoca, Chão de Areia, Prado e Marcos Henrique, Bilora e Rogério Gulin farão a etapa gaúcha.

 Os 12 artistas que fazem parte do projeto foram selecionados pelo público de forma inovadora, baseada em um sistema de aplauso. Na página do Voa Viola na internet, os artistas publicaram seus perfis com fotos, músicas e vídeos e o público pôde ‘aplaudir’ suas postagens, no lugar do já conhecido ‘curtir’ das redes sociais. Foram 25 mil usuários a participarem da seleção dos artistas.

Pioneiro em fazer um mapeamento do uso da viola, com edital nacional, shows pelo Brasil, seminário e rede social criada especialmente para o mundo violeiro, o Voa Viola está em sua 2ª edição. “Queremos mostrar a diversidade do instrumento e suas possibilidades de uso”, afirma Juliana Saenger, coordenadora do projeto. “Os shows são uma chance do público assistir, em grandes palcos, essa diversidade”, conta.

A Caixa, patrocinadora do projeto desde a primeira edição, vem permitindo a construção deste panorama da viola para a cultura brasileira. “Estamos felizes com o resultado do Voa Viola. Ele mostra que o instrumento está se renovando constantemente e que tanto os jovens quanto os mestres continuam produzindo e tocando viola”, comenta Gustavo Pacheco, gerente executivo de cultura da Caixa. “É com este intuito que apoiamos projetos que tragam algo novo, ao mesmo tempo em que valorizem a cultura de raiz”, finaliza.

Transmissão ao vivo
O Festival Voa Viola transmite seus shows ao vivo pelo portal www.voaviola.com.br. Além da transmissão na íntegra, o público pode assistir a cobertura da passagem de som, com entrevistas com os artistas durante os ensaios e também no final das apresentações. Durante a transmissão o público virtual forma uma plateia e pode interagir por chat por meio de uma ferramenta especialmente desenvolvida. Os anfitriões de todos os shows serão os curadores do projeto: os violeiros Paulo Freire e Roberto Corrêa. Trechos das apresentações ficarão disponíveis na página do Voa Viola no Youtube. No Facebook e Twitter também será possível interagir e conferir a agenda das apresentações, novidades do mundo da viola e notícias relevantes sobre música.

Voa Viola – etapa Porto Alegre

Porto Alegre – 23 de maio de 2012 / Theatro São Pedro, 21h

Atrações:
Cida Moreira e Passoca
Chão de Areia
Prado e Marcos Henrique
Bilora
Rogério Gulin

Ingressos:
Lojas Multisom do Shopping Praia de Belas, Shopping Iguatemi e Andradas.
A partir das 14h do dia 23 os ingressos estarão a venda no foyer do Theatro São Pedro.

R$ 10,00 – inteira | 50% Estudantes e idosos

Vídeo-release do projeto disponível no Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=o4M23utI6E4

Produção Voa Viola – RS
MS2 Produtora : Sandra Narcizo e Diego Coiro Tortorelli

Informações para a imprensa – RS:
BD Divulgação – Bebê Baumgarten e Kellen Hoehr
(51) 3028.4201 / 8111.8703 / Nextel – 7814.2244 – ID 84*39184

A cantora e compositora uruguaia Ana Prada adere ao crowdfunding – TRAGA SEU SHOW

A adesão de Ana Prada marca o inicio de um processo inédito. É a primeira vez que uma artista da América Latina adere ao financiamento coletivo para realização de um show.

A campanha TRAGA SEU SHOW – ANA PRADA para Porto Alegre no Dia dos Namorados conta com a participação e mobilização do público. Quem adquirir o seu ingresso através do site ganha um DVD autografado da artista e a possibilidade de assistir ao show de graça. Isto acontecera se no dia o público no show superar ao numero indicado do site. http://tragaseushow.com.br/7-ana-prada-em-porto-alegre

compre o seu ingresso, espalhe a notícia para os seus amigos e TRAGA SEU SHOW!

Confira o vídeo feito especialmente para o TRAGA SEU SHOW

Ana Prada

No Uruguai atualmente existe um certo “anapradismo” no ar. Reina um tipo de impossibilidade de passar um tempo sem que alguém não se confesse admirador do trabalho desta cantora e compositora natural de Paysandú, que possui dois elogiados CDs: “Soy Sola” (2006) e “Soy Pecadora” (2010).

Ana Prada é considerada nos países da América Latina, como a principal artista feminina de FOLK/POP que surgiu nos últimos 20 anos. A música da cantora uruguaia transcende a música folk latina com o pop contemporâneo que lhe rendeu 4 indicações ao Prêmio Graffiti de Música (Uruguai). Turnês no Uruguai, Argentina, Chile, Espanha, Estocolmo, Copenhague e São Paulo, todos com ingressos esgotados.

Em 2011 Ana Prada gravou um dueto com Jorge Drexler, na música de sua autoria “Amargo de Caña”, participou do CD Tributo Latino aos Mutantes – “El Justiciero Cha, Cha, Cha” junto com Fito Paez, Arnaldo Antunes entre outros. Fuga nº 2, gravado por Ana, foi eleita a melhor regravação dos Mutantes no CD. Neste mesmo ano recebeu o título de madrinha da Unesco no Uruguai.

SOY PECADORA, segundo álbum de Ana Prada foi produzido por Matias Cella e tem a participação de Paula Toller (Kid Abelha), na faixa “Juveniles Bríos”. O clipe “SOY PECADORA” estreou na MTV Brasil, Inglaterra, França e Austrália, ficando entre os mais votados na semana de estreia. O segundo clipe “ADIÓS” estreou nos ônibus de Porto Alegre e SP e também está disponível no YouTube, na versão original e 3D. Este CD foi considerado entre os melhores do ano segundo a revista Rolling Stone Argentina.

Com influência do folk, pop, milonga e rock, Ana Prada também é conhecida como “el huracán” dos palcos na América Latina.

“Hereje y alegre, Prada propone una celebración en forma de melodías amables”
(Revista Rolling Stone)

Cabarecht: de Brecht a Veríssimo

por Gilson Borges

Quando se pensa na palavra “cabaret”, a imagem que, quase sempre, vem à mente é a de um local de reunião de personagens do submundo, como prostitutas, gângsteres, bêbados e cantoras e dançarinas decadentes, como retratado no filme estrelado por Liza Minnelli e dirigido por Bob Fosse, baseado em peça de John van Druten, e no musical da Broadway atualmente em cartaz no Brasil, dirigido por José Possi Neto, que traz a atriz Cláudia Raia como protagonista.

Na verdade, esta é a imagem que se popularizou após a ascensão do nazismo na Alemanha e que se perpetuou em muitos filmes, como “O Diabo Feito Mulher”, com direção de Fritz Lang e grande atuação de Marlene Dietrich.

Contudo, não é esta a ideia retratada no musical “Cabarecht”, apresentado na última quinta (03/05), no Teatro do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás, dentro da programação da 12ª edição do Festival do Teatro Brasileiro – Cena Gaúcha, pela Cia. Babel de Teatro, de Porto Alegre, com direção musical de Cida Moreira e roteiro e direção de Humberto Vieira.

O Cenário, composto por uma mesa, três cadeiras e um piano, tendo como fundo cortinas vermelhas e pretas, até proporciona o clima inicial ideal para que o clichê de cabaret se desenvolva. As semelhanças, contudo, só duram até a entrada em cena da pianista, cantora e atriz (Cida Moreira), que dirige o cabaret e seus atores/cantores (Sandra Dani, Antônio Carlos Brunet e Roberto Camargo).

No melhor estilo do Expressionismo alemão, o figurino preto (com algum detalhe colorido) e a pesada maquiagem em tons de preto e branco acaba de vez com qualquer possibilidade de que esta imagem se concretize. Parece mais uma reunião dos mortos insepultos da obra “Incidente em Antares”, de Érico Veríssimo, ou que Mephisto e seus amigos decidiram buscar diversão em um cabaret.

De mortos, no entanto, as personagens não possuem nada. Suas expressões faciais, diálogos e canções, acompanhados pelo piano, primam pela afinação, integração e pela bela e forte interpretação.

Na verdade, o Cabaret retratado pelo elenco remonta a uma realidade comum em Berlim, na década de 1920, marcada pelo glamour, mais próxima ao conceito de Sarau, onde artistas se reuniam para mostrar uns aos outros e à burguesia seus textos, esquetes e canções. Este formato é utilizado, inclusive, no meio do espetáculo, para apresentar os créditos técnicos e agradecer a todos aqueles que colaboraram para que a apresentação ocorresse em Goiânia, como se fosse um dos textos declamados.

O próprio título do espetáculo faz esta distinção, ao unir Cabaret + Brecht, já que as canções apresentadas são de autoria do dramaturgo Bertolt Brecht e do compositor Kurt Weill, algumas delas presentes na peça “Ópera dos Três Vinténs”, de Brecht, como Moritat (Die Moritat Von Mackie Messer), baseada na “Ópera dos Mendigos”, de John Gay e Pepusch, e adaptadas para a realidade brasileira por Chico Buarque de Hollanda, na “Ópera do Malandro”.

Ao longo do espetáculo, são apresentadas canções em Inglês, Francês, Português e Alemão, entremeadas pela declamação de textos. A melodia das canções, no entanto, está longe de se apresentar como agradável ao ouvido, o que, na verdade, pouco importa no espetáculo, já que as canções compostas por Brecht e Weill nunca tiveram a intenção de se mostrarem “bonitinhas”, mas de contar uma história, estabelecer um diálogo ou apresentar um protesto. Suas letras é que dão o toque de humor ou trazem a realidade dos bordéis para o espetáculo, como acontece com “O Tango do Cafetão”. O clima de protesto contra a falta de alimentos na Alemanha também é apresentado pelos atores, que seguram uma faixa onde se lê “O que mantém o homem vivo?”, enquanto cantam.

Enfim, o quarteto afinado e de aparência “estranha” que levou ao palco as canções dissonantes de Brecht e Weill conseguiu proporcionar ao público um espetáculo belo e estranho ao mesmo tempo, ou melhor, um espetáculo harmoniosa e estranhamente belo.

CABARECHT chega ao Centro-Oeste do país

O espetáculo CABARECHT, com Cida Moreira, Sandra Dani, Antônio Carlos Brunet e Roberto Camargo apresenta-se em Goiás e Brasília, integrando a programação do Festival do Teatro Brasileiro XII Edição – Cena Gaúcha.

Baseada na obre de Brecht, o musical revisita os cabarés alemães das primeiras décadas do século XX. Reunindo canções dos principais colaboradores do dramaturgo alemão, dentre elas: “Duetos do Ciúmes”, “Tango do Cafetão” e “My ship”. O musical resgata o universo decadente, o glamour da época, e a hipocrisia das classes dominantes.

Com direção de Humberto Vieira, direção musical de Cida Moreira e produção da MS2 Produtora, o espetáculo realiza a abertura do Festival nas cidades de Goiás no dia 03 de maio e em Brasília no dia 18 de maio, na sala Sala Martins Penna.
O Festival do Teatro Brasilero XII Edição – Cena Gaúcha tem patrocínio da Petrobras, Caixa Econômica Federal e Ministério da Cultura.

Histórias de quem faz música : Dicas de Biografia

Para quem gosta de saber sobre a história dos artistas, abaixo segue a indicação de 4 excelentes biografias.
Clique sobre cada capa para saber mais sobre cada livro.

Novos Horizontes de Daniel Drexler

Entre os dias 21 e 26 de abril, Daniel Drexler entra em estúdio para gravar o seu 5º Cd de estúdio, “MAR ABIERTO”, sucessor de “MICROMUNDO.

MAR ABIERTO, tem a produção artística do uruguaio Dany López, com quem realizou a pré-produção do disco há 4 meses, junto com o Matías Cella, engenheiro de som.
Neste próximo trabalho DREXLER realizará uma fusão entre instrumentistas uruguaios, brasileiros e argentinos. Mar Abierto terá 12 canções inéditas, incluindo um poema do Gaúcho Sérgio Napp, com composição musical e interpretação de Daniel Drexler.

A turnê de lançamento de “MAR ABIERTO” inicia em Setembro com apresentações em Buenos Aires, em outubro o CD será lançado na Espanha, com turnê na Europa em fevereiro de 2013 e também uma turnê no Brasil e América Latina.

Gaúchos do XQuinas revisitam a obra de Ana Prada em gravação de DVD

Dia 30 de março, sexta-feira, às 21h,  XQuinas e Ana Prada reúnem-se no palco do Teatro CIEE para o show de gravação do DVD A Ustedes, onde as músicas de Prada serão revisitadas e apresentadas em versão Jazz.

Considerada uma das maiores revelações da música latina nos últimos anos, a “cantautora” uruguaia Ana Prada se une ao grupo de música instrumental XQuinas – Marcelo Corsetti (guitarra e violão), Luke Faro (bateria), Matheus Kleber (acordeom e teclados) e Rodrigo Rheinheimer (contrabaixo) – com a proposta de celebrar influências jazzísticas com referências na música regional do sul do Brasil, em particular, e no sul da América em geral.  A Pecadora se junta às feras do jazz local numa noite que promete ser antológica e que vai servir de mote a um DVD ao vivo, A Ustedes, com direção de Rene Goya Filho. O show contará com a participação da cantora gaúcha Gisele De Santi.

 SERVIÇO

O quê: XQuinas e Ana Prada – gravação do DVD A Ustedes
Onde: Teatro CIEE: Rua Dom Pedro II, 861 – 51 33631111
Quando: Sexta-feira, dia 30 de março, às 21h
Quanto: Ingresso na hora R$ 40,00 | Ingresso antecipado R$ 35,00 - Desconto 30% Clube do Assinante ZH
A venda antecipada acontece no Zelig Bar e Restaurante (Rua Sarmento Leite, 1086 – 51. 3286.5612) e tele-entrega (51) 9327.0222. No dia do show os ingressos estarão a venda na bilheteira do Teatro CIEE